I
HE INVENTADO TU NOMBRE
He inventado tu nombre
para que no se pueda descubrirte
sin recordarme a mí,
(para que nadie pueda,
de los que me recuerden por mis nombres,
olvidar tu fragancia y geometría)
II
Quiero decirte exacta y no hay segundos
tan largos, ni palabras que consiga
soplar como el cristal al rojo crudo.
Me tienta aproximarme a tu medida,
pero es mi (lo que acerco)
voz
a tientas,
calibre sin medida de tu niebla.
Ya sólo quedas tú;
ni un verbo entero,
decirte exacta (y no hay…)
quiero.
I
Inventei o teu nome
para que não seja possível a tua descoberta
sem a lembrança de mim,
(para que ninguém possa,
entre os que me lembram pelos meus nomes,
esquecer a tua fragrância e geometria)
II
Quero dizer-te exacta e não há segundos
tão longos, nem palavras que consiga
soprar como o vidro ao rubro cru.
Sofro a tentação de me aproximar da tua medida
mas é a minha (de que me aproximo)
voz
às cegas,
calibre sem medida da tua névoa.
Já só restas tu;
nem um verbo inteiro,
dizer-te exacta (e não existe...)
quero.
traducción al portugués: alberto augusto miranda