Gosto de tocar
no alambique do meu tio
e lembrar em faro
onde andam
onde vão, os sensíveis.
Para recuperar o tacto
toco na pele da barriga da minha perna
para cima e para baixo
deixando o pensamento
fazer o que quiser dela
A hora livre
alta e difícil quer-se em defesa
senão o fizer, qualquer assassino, rir-se-à dela
eu quero-a em jeito de de tarde
no prolongamento das tuas cartas
e o teu limite
escuta em demasia
mas permites que o ouça
em fantasia
A luz da noite é avulsa
repete o brilho
tanto deseja
como quem namora uma cereja
insolente e humilde com o jardim
entre o dente, assim
Quero visitas ao jantar
encandeando o jardim devagar
diz o céu rubro
seduzindo a minha caligrafia
que eu cubro e se desfia
ao longo da frente sem dor,
o meu elmo não tem hiberna
tem cócegas,
digo-te eu Leonor
O tacto ao vento horizontal
reergue-me à leveza, e
meu corpo defende-se
do tapete que voa
contigo em delírio
assim que as folhas assinalam
a correcão da cor